Este blog tem por finalidade promover a discussão, troca de experiências e suporte para os professores de História da Rede Municipal de São Vicente e demais interessados.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

4ª Olimpíada Nacional em História do Brasil

Estão abertas as inscrições para 4ª Olimpíada Nacional em História do Brasil

Período de inscrições de 01/06/2012 a 10/08/2012 e podem ser realizadas pelo site http://www.mc.unicamp.br/4-olimpiada/inicio/index

  • Primeira fase
A primeira fase inicia no dia 20/08/2012 e finaliza no dia 25/08/2012.

  • Segunda fase
A segunda fase inicia no dia 27/08/2012 e finaliza no dia 01/09/2012.

  • Terceira fase
A terceira fase inicia no dia 03/09/2012 e finaliza no dia 08/09/2012.

  • Quarta fase
A quarta fase inicia no dia 10/09/2012 e finaliza no dia 15/09/2012.


  • Quinta fase
A quinta fase inicia no dia 17/09/2012 e finaliza no dia 22/09/2012.


  • Grande Final Presencial
Prova: 20/10/2012


  • Cerimônia de Premiação: 21/10/2012

A Olimpíada Nacional em História do Brasil é uma iniciativa única na área de ciências humanas em toda América Latina. Em 2011, a Olimpíada contou com mais de 65 mil inscritos, com representantes de todos os estados do território nacional.
Composta por cinco fases online e uma presencial, a competição envolve professores de História e alunos do oitavo e nono anos do Ensino Fundamental e das séries do Ensino Médio em um trabalho coletivo de estudar não apenas o conteúdo das questões propostas, mas de desenvolver um olhar crítico para a história. Dessa forma, é valorizado o processo de aprendizagem e construção do conhecimento. O contato direto com documentos históricos permite aos participantes trabalharem como historiadores, à medida que processam as informações exigidas nas respostas das questões em cada fase.
O Museu Exploratório de Ciências custeará as passagens de avião de 37 equipes para participarem da final, selecionadas de acordo com sua pontuação nas fases online. Serão selecionadas: para cada estado da federação, a equipe com maior pontuação; a equipe de escola pública com maior pontuação em cada uma das cinco regiões do país (norte, nordeste, sudeste, sul e centro-oeste) e as cinco equipes de escola pública com maior pontuação, independente da região.
A Olimpíada premiará escolas, alunos e professores, com 60 medalhas de ouro, 100 de prata e 140 de bronze, além de certificados de participação para todos os inscritos e todas as escolas participantes.

Assessoria de Imprensa.

http://www.mc.unicamp.br/4-olimpiada/blog/novidade
fonte: http://www.dersv.com/4%C2%AA%20Olimp%C3%ADada%20de%20Hist%C3%B3ria.pdf

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Infográfico sobre os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos

     Segue um infográfico que mostra, minuto a minuto, o maior atentado da história dos EUA.
     Vale a pena abordar o vídeo em sala para discussão acerca do terrorismo e das questões políticas, econômicas e históricas que supostamente envolveram tal atentado.




sexta-feira, 4 de maio de 2012

Infografia sobre a II Guerra Mundial


A infografia está em espanhol, entretanto pode ser utilizada pelo docente para revisar alguns dos tópicos importantes da II Guerra Mundial.              
                


Retirado do site https://vimeo.com/17589845 

terça-feira, 1 de maio de 2012

A origem e o significado do Dia do Trabalho


Tendo em vista o feriado do dia 01 de maio, no qual se comemora o Dia do Trabalho, segue abaixo o plano de aula que tem por finalidade compreender as origens do dia do trabalho, destacando seu significado social e histórico, assim como uma reflexão acerca do trabalho no Brasil.

CompartilVamos pensar...

Primeiro de maio é o Dia do Trabalho. No Brasil e em alguns países do mundo é um feriado nacional. Um dia dedicado a festas, passeatas e reivindicações dos trabalhadores. Mas como teria surgido o Dia do Trabalho?

Breve histórico

Em 1886, na cidade de Chicago, nos Estados Unidos, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho. Dentre as principais reivindicações estavam a redução da jornada de 13 horas para 8 horas, melhores salários, descanso semanal remunerado e um período anual de férias. Nesse mesmo dia ocorreu no país uma greve geral de trabalhadores. Os conflitos com a polícia se tornaram constantes. Oito operários morreram nesses embates. Muitos trabalhadores foram presos e alguns foram enforcados depois de um julgamento injusto, em que foram acusados de liderar as manifestações que tiveram início no dia primeiro de maio.
Em 4 de maio de 1886, novas manifestações tomaram conta das ruas de Chicago. Desta vez, morreram 12 trabalhadores e dezenas de pessoas ficaram feridas.
A escolha da data do primeiro de maio foi feita pela Segunda Internacional Socialista, reunida em Paris, em 1889. Foi uma homenagem aos trabalhadores mortos pela repressão policial nos Estados Unidos.
No Brasil, o primeiro de maio é comemorado desde o ano de 1925, por decreto sancionado pelo presidente da república Artur Bernardes. De lá para cá, a data foi comemorada de diversas formas. Em 1940, o presidente Getúlio Vargas anunciou o novo salário mínimo. Em 1941, a data foi utilizada para marcar a criação da Justiça do Trabalho, que visava resolver os conflitos existentes entre os trabalhadores e seus patrões. Hoje, a data perdeu um pouco do caráter reivindicativo. No feriado, geralmente há festas organizadas pelas principais centrais sindicais do país.


Desenvolvimento

1ª aula - Organize os alunos em grupos para pesquisarem sobre a origem do Dia do Trabalho nos Estados Unidos. Solicite a eles que expliquem como se dava o trabalho até o século XIX nesse país e na Europa. Eles descobrirão que não havia limite de horas de trabalho, inexistia o descanso semanal e as férias remuneradas. Também não havia a previdência social, entre outros direitos dos trabalhadores de hoje.
Após a pesquisa, peça aos alunos que organizem uma apresentação dos materiais encontrados nas pesquisas, podendo ser em forma de cartazes ou apresentações em power point.

2ª aula - Reúna a sala em um círculo e instigue os estudantes a refletirem sobre os direitos dos trabalhadores no Brasil. Explique a eles que a situação brasileira não era muito diferente daquela vivida em outros países do mundo até a década de 1930. Naquele momento apareceu no cenário político nacional a figura de Getúlio Vargas. Discuta com os alunos as propostas e ações do Governo Vargas, destacando suas contribuições para os trabalhadores brasileiros.

Em 1931, no entanto, Vargas seguindo o modelo do ditador fascista italiano Benito Mussolini, criou a Lei de Sindicalização, ou seja, os estatutos dos sindicatos do país deveriam passar pela aprovação do Ministério do Trabalho. Com isso, os sindicatos perderam sua força e se tornaram leais ao governo que se instalava no país. Pergunte aos alunos: será que isso foi benéfico aos trabalhadores ou eles acabaram perdendo seu direito de reivindicação?
Na sequência solicite aos alunos que produzam um texto estabelecendo as relações dos direitos trabalhistas com o governo Vargas, elencando as medidas que foram criadas neste interim e que permanecem até os dias atuais.

3ª aula - Solicite aos alunos uma pesquisa na internet sobre as duas principais centrais sindicais brasileiras: a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a CGT (Central Geral dos Trabalhadores). Debata com os alunos na sala de aula os resultados das suas pesquisas.

Avaliação
Diante das atividades propostas avalie seus alunos pela participação ao longo das aulas, a pesquisa e apresentação dos resultados e a produção do texto.


Adaptado do site da Revista Nova Escola, de autoria do professor Ricardo Barros.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Cruzadinha histórica

Para os professores que solicitavam um modelo de cruzadinha para a disciplina de História.




Retirado do material didático do Projeto Araribá.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

"A vida só se compreende mediante um retorno ao passado, mas só se vive para diante" (Soren Kierkegaard)







Jornada Escolar


01/02/2012 - Gincana

Local: Centro de Convenções da Mata Atlântica

Avenida Capitão Luís Pimenta, 811 - Parque Bitarú - São Vicente

Período: Manhã - 9h
Tarde - 14h


Obs.: Orienta-se o uso de roupas e calçados confortáveis.



02/02/2012 - Formação pedagógica

Tema: Patrimônio e Identidade

Local: EMEF Carolina Dantas
Rua Aurélio Ponna, 26 - Catiapoã - São Vicente-SP

Período:
Manhã - 8h
Tarde - 14h



03/02/2012 - Formação pedagógica

Tema: Estimule seus alunos a colar

Local: EMEF Carolina Dantas
Rua Aurélio Ponna, 26 - Catiapoã - São Vicente-SP

Período:
Manhã - 8h
Tarde - 14h

Obs:

1) Cada professor deve comparecer a cada encontro em seu horário de trabalho.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Como utilizar "O Príncipe do Egito" para explicar as origens das religões

Pesquisando atividades relacionadas com filmes encontrei um bom plano de aula disponível no site da Revista Nova Escola, e que pode ser útil na abordagem do conteúdo aproximando os alunos a linguagem do cinema.

Esta história bíblica, que se passa no Egito antigo, narra omito de Moisés. Temendo o crescimento da população hebreia e a consequente ameaça ao seu poder, o faraó Setidecide que todos os meninos hebreus deveriam ser afogados. Desesperada, uma mulher abandona seu filho num rio, dentro de um cesto. A criança é encontrada pela rainha, que a cria como irmã do herdeiro Ramsés. Quando se torna adulto, Moisés descobre que é hebreu e decide libertar seu povo da escravidão.

Objetivos
Conhecer a organização social da Antiguidade, em que os hebreus eram o povo dominado pelos egípcios. Discutir as diferenças entre as sociedades politeístas e monoteístas.

Conteúdos
Egito antigo, religiões politeístas e monoteístas.

Trechos selecionados Aquele em que a mãe hebreia deixa o filho no rio (3m10 a 7m45s), o momento em que Moisés descobre que é hebreu e foge do palácio (19m06s a 33m16s), cena em que ele retorna ao Egito e conversa com o irmão adotivo Ramsés (50m50s a 59m2s1) e quando abre o mar Vermelho (1h22m18s a 1h31m26s).

Atividade Exiba o filme. Explique as diferenças entre a religião dos egípcios e a dos hebreus. A principal delas é que os egípcios eram politeístas, e os hebreus, monoteístas. Pergunte aos alunos se sabem quem são os hebreus e esclareça que hoje são chamados de judeus. Explique que o deus hebreu se manifesta por meio de fenômenos da natureza, não tem forma definida e não pode ser representado com imagens, diferentemente do que ocorre com os deuses egípcios. Mostre para a turma ilustrações desses deuses - representados como humanos, metade humano e metade animal, ou apenas como animais. Peça uma pesquisa sobre a organização social no Egito antigo que inclua a função religiosa da pirâmide. Ela será a base de um seminário.
Elaborada pela Professora Thaísa Novaes de Senne e apresentada no site da Revista Nova Escola.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Como explorar o Império Romano com "Gladiador"


Neste filme, vencedor de cinco Oscar, incluindo melhor filme e melhor ator, Russell Crowe vive Maximus, o maior general do Exército romano. Em 180 d.C., o imperador Marcus Aurelius morre na frente de batalha, dando lugar a seu filho Commodus. Maximus era o favorito do imperador à sucessão, o que leva Commodus a mandar matá-lo para garantir o trono.

Objetivo
Conhecer a sociedade romana, os grupos sociais mais abastados, que dominavam a política, o exército e os povos escravos.

Conteúdo
História antiga e sociedade romana.

Trechos selecionados
O início, que apresenta o acampamento de batalha, que retrata a vestimenta do Exército romano (2m10s a 17m30s), cenas em que Maximus está entre os escravos e começa a se destacar como  gladiador (46m01s a 58m29s) e o trecho final, em que ele luta no Coliseu (2h15m27s a 2h28m15s).

Atividade
Diga que a turma irá assistir a trechos de Gladiador e explique que o filme se passa no século 2, na Roma antiga. Depois da exibição, pergunte o que os alunos sabem dizer sobre a sociedade romana dessa época. Anote as ideias apresentadas. Peça que, em grupos, realizem uma pesquisa sobre o tema, explicitando as características e o papel de governantes, do Exército e do povo. Organize um debate entre as equipes. Atribua funções específicas para cada aluno (quem fará as perguntas, quem responderá e quem será o relator). É interessante discutir a função do gladiador na sociedade romana e a política de "pão e circo". Pergunte se reconhecem hoje em dia políticas semelhantes a essa e sistematize no quadro as informações.


Plano de aula elaborado pelo Professor Juliano Custódio Sobrinho
professor da Universidade Nove de Julho (Uninove) para a Revista Nova Escola.

domingo, 11 de setembro de 2011

Curso - Ruínas Engenho São Jorge dos Erasmos

Senhores (as) Professores (as),

As Ruínas Engenho São Jorge dos Erasmos - Base Avançada de Cultura e Extensão da USP, em Santos, convida a todos a participar da 2ª edição do curso de difusão: Memórias do Açúcar – histórias, vivências e receitas, que será ministrado aos sábados (10, 17 e 24 de Setembro), das 15 às 17hs, no auditório das Ruínas, localizado à Rua Alan Ciber Pinto, nº 96, Vila São Jorge, Zona Noroeste de Santos.

Com uma dinâmica interativa, o curso traz curiosidades e discussões pertinentes à prática profissional e à vivência dos alunos e professores. Por isso, encaminhamos este convite para que seja divulgado junto ao corpo docente e discente do curso, ressaltando que os participantes receberão certificado emitido pela USP.
Inscrições gratuitas e limitadas pelo telefone: (13) 3203-3901.
 
 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Ciclo de Palestras - 2ª Semana do Patrimônio Histórico Vicentino

A disposição das palestras ocorrerá da seguinte forma:

9h - Abertura dos trabalhos.

9h30 - Palestra com o Arqueólogo Professor Doutor Manoel Mateus Gonzalez (Nupec/Cerpa) - Projeto Arqueológico Porto das Naus.

10h - Palestra com a Professora Doutora Lúcia Amaral Ferlini (USP/Engenho dos Erasmos) - "Ruínas São Jorge dos Erasmos - História, arqueologia e patrimônio".

10h30 às 11h30 - Debate.

12h às 14h - Pausa para o almoço.

14h - Retorno das atividades.

14h30 - Palestra com o Historiador Marcos Atanásio Braga (Casa Martim Afonso) - "São Vicente do século XVI ao XVIII".

15h - Palestra com o Arquiteto Victor Hugo Mori (IPHAN) - "Arqueologia e restauro".

15h30 às 16h30 - Debate.

17h - Encerramento.

2ª Semana do Patrimônio Histórico Vicentino

Professores,

Confiram a agenda da 2ª Semana do Patrimônio Histórico Vicentino e prestigem os eventos acerca da nossa história.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A Revolução Francesa

    A Revolução Francesa é considerada o mais importante acontecimento da história contemporânea. Inspirada pelos ideais iluministas, a sublevação de lema "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" ecoou em todo mundo, pondo abaixo regimes absolutistas e ascendendo os valores burgueses.

    Mediante a dificuldade dos alunos em compreender esta temática histórica, fica a sugestão de se trabalhar um documentário da History Channel sobre a Revolução Francesa (dividido em 14 partes) e disponibilizado no youtube.

Primeira Parte:

terça-feira, 31 de maio de 2011

Atividade de História - industrialização

Propor o desenvolvimento desta atividade em dupla ou grupo de no máximo quatro alunos. 
O objetivo é fazer com que os alunos pesquisem em jornais e revistas e consigam obter informações sobre um tema específico, no caso, indústria brasileira. 
Esta atividade consiste na coleta de reportagens nos meios de comunicação (escrita), na associação com os fatos históricos e na montagem de um arquivo com a elaboração de uma conclusão. Caso seja necessário, passe uma bibliografia de apoio para os grupos.
Construção de um arquivo de reportagens com recortes de jornais e revistas.

Etapas
1) Coletar cerca de dez reportagens sobre temas referentes à industrialização brasileira.
2) Fazer um pequeno resumo de cada reportagem.
3) Fazer uma conclusão sobre o tema geral das reportagens.
4) Associar as reportagens com o início da industrialização do Brasil, focar os recursos provenientes da expansão cafeeira.
5) Montar um linha do tempo enfocando a industrialização brasileira.
6) Elaborar um texto abordando um breve contexto histórico das indústrias no Brasil e na região Sudeste.
7) Fazer um levantamento das indústrias mais relevantes na Baixada Santista e no município de São Vicente.
8) Organizar as informações e apresentar para a sala.
9) Promover um debate sobre os pontos mais importantes de cada trabalho.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Aprendendo História com palavras cruzadas

   Observei durante minhas visitas no mês de maio nas U.E.s que alguns professores de História tem procurado trabalhar com palavras cruzadas, caça-palavras e criptogramas.
   Deste modo, andei pesquisando e encontrei uma atividade muito enriquecedora, que além de desenvolver a atividade em sí, estimula os alunos a criarem suas próprias atividades e socializarem para sala promovendo novas atividades.
   Sendo assim, diponibilizo o material pesquisado com vocês.

"Fazer palavras cruzadas é um dos passatempos mais comuns quando estou de férias, curtindo alguns dias na praia. É divertimento dos mais práticos, pois podemos carregar facilmente as revistas e uma caneta (ou lápis) para tudo quanto é lado sem que isso onere ou dificulte demais nosso trânsito. Além disso, quando todos tiram um cochilo à tarde ou estão jogando baralho e não há uma vaga na partida para um de nós, lá estão as cruzadas disponíveis para matar um tempinho.

O melhor de tudo é que, comprovadamente os passatempos contidos em revistas de palavras cruzadas ajudam a aprimorar o vocabulário, estimulam a atenção e a concentração e, de quebra, divertem muito quem os faz.

Sempre acreditei que para efetivar a educação seria necessário atrelar o trabalho em sala de aula a atividades prazerosas, daquelas bem gostosas, que integram a turma, exigem esforço e tem como recompensa uma enorme satisfação relacionada ao objetivo atingido. Boas lembranças como aquelas das férias e do tempo divertido gasto com as palavras cruzadas despertaram então a possibilidade de “cruzar” os caminhos das salas de aula com os passatempos contidos nas revistas de palavras cruzadas.

Foi daí que surgiu a proposta de realizar atividades em aula em que os estudantes tivessem que produzir suas próprias palavras cruzadas, caça-palavras e criptogramas.

O projeto foi então desenvolvido com turmas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. O melhor de tudo foi à receptividade dos alunos e a forma decidida como encararam o desafio. Uma vez definida a forma como atuaríamos e o que deveríamos fazer, as duplas formadas iniciaram um rigoroso trabalho de prospecção de material para a composição dos passatempos.

Atividades como caça-palavras e criptogramas estimulam a atenção,
a concentração, o vocabulário e, além de tudo isso, divertem.

Essa era, inclusive, a demanda inicial:- selecionar idéias, palavras, personagens, acontecimentos e conceitos que pudessem virar parte da brincadeira. Acredito que a noção lúdica atrelada ao projeto levou os estudantes a partir com ímpeto para sua realização. Era o tal prazer que eu havia mencionado anteriormente que funcionava como motor de mais uma realização dos grupos.

Cada uma das turmas tinha pela frente temas diferentes da história a trabalhar. Tendo os temas definidos, cada dupla tinha que buscar as palavras que poderiam ser encaixadas em seu passatempo (a propósito, uma vez que tínhamos o tema e estabelecemos que o projeto seria realizado por duplas, fizemos um sorteio através do qual se definiu para cada grupo formado um dos formatos de passatempos propostos para essa atividade, ou sejam: palavras cruzadas, caça-palavras e criptogramas).

Foi necessário que explicássemos a proposta e os modelos de passatempos que seriam usados, especialmente os criptogramas, desconhecidos da maioria dos estudantes e que, uma vez visualizados através de exemplos tirados das próprias revistas de palavras cruzadas, foram facilmente entendidos.

Temas como o Absolutismo de Luís XIV, a Guerra dos Farrapos ou a Revolução Russa
de outubro de 1917 foram transformadas pelos estudantes em intrincadas
palavras cruzadas, caça-palavras ou criptogramas.

As palavras selecionadas eram então encaixadas em criptogramas, palavras cruzadas ou caça-palavras. Então passava a ser necessário que os grupos criassem textos, perguntas ou frases incompletas (com espaços a preencher) onde se encaixassem os termos selecionados para o passatempo para que as pessoas que os realizassem soubessem o que deveriam procurar nos caça-palavras ou como deveriam preencher as cruzadas e os criptogramas.

Durante todo esse percurso percorrido pelos estudantes foi necessário que os mesmos lessem e relessem o texto base da atividade (retirado dos próprios fascículos ou apostilas utilizados em aulas). Foi fundamental também que ocorresse uma criteriosa escolha de palavras para a composição das atividades já que as mesmas deveriam ser suficientemente significativas ou relevantes para que os outros alunos, quando realizassem o passatempo, pudessem lembrar-se ou saber a respeito das mesmas.

A composição visual dos passatempos também deu bastante trabalho para os estudantes. Perceberam com isso que a produção de um passatempo leva mais tempo que supunham a princípio e, de quebra, que deve ser realizada em etapas que pressupõem pesquisas, diagramação, elaboração de textos ou perguntas, averiguação dos quadradinhos e do posicionamento das palavras, composição visual da atividade e alguns outros detalhes a mais a serem acertados para que tudo fique o mais perfeito possível.
 
Ao final da atividade, os estudantes trocaram as atividades e tinham que resolver aquelas que haviam sido criadas por seus colegas. Nesse intercâmbio fiz com que aqueles que haviam criado cruzadas fizessem criptogramas ou caça-palavras, que tivesse produzido criptogramas teria que realizar caça-palavras ou palavras-cruzadas e que os produtores de caça-palavras fizessem cruzadas ou criptogramas.

A utilização de jogos em sala de aula pode ajudar a direcionar a atenção dos estudantes
para os temas estudados. Propor aos alunos que produzam seus próprios jogos
torna a atividade prazerosa e efetiva à aprendizagem com maior facilidade.

Logo alguns descobriram pequenos erros de diagramação, colunas em que faltavam letras; a maioria teve alguma dificuldade para realizar já que a forma como haviam proposto as questões ou o modelo de passatempo produzido pelos colegas era diferente daquele que haviam feito; apesar disso, todos se divertiram e disseram ter aprendido muito com a atividade.

Nesse sentido, como forma de conferir se o aprendizado havia se efetivado fizemos o fechamento da atividade com uma revisão dos pontos principais de cada um dos assuntos tratados pelas diferentes turmas. Para tanto o ponto de partida para as explicações eram as palavras selecionadas para os passatempos.

Por exemplo, no caso da turma do 2º Ano, termos como bolcheviques, mencheviques, Czarismo, socialismo ou personagens como Lênin, Trotsky e Stálin, destacados nas palavras cruzadas, criptogramas ou caça-palavras foram o mote para as explicações sobre a Revolução Russa. Tudo ficou muito mais fácil, pois os estudantes já sabiam quem eram os principais participantes da revolução, os objetivos dos revolucionários, as facções envolvidas na luta, os principais momentos da luta dos socialistas,...

E o melhor de tudo é que aprendemos, nos divertimos, trabalhamos com formatos alternativos, desenvolvemos nossa criatividade, pesquisamos..."

(adaptado do site planeta educação, postado pelo professor João Luís de Almeida Machado)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Atividades práticas de História

Bom dia,


Pesquisando algumas atividades para as aulas de História, encontrei atividades práticas simples e bem interessantes para trabalhar com os alunos de 6ºs anos.


1- História de Família

O aluno deverá trazer de casa algum objeto antigo da sua família, podendo ser uma carta, uma fotografia, um adorno, um documento ofical, etc e agindo como historiador deverá extrair informações do objeto (quem o fez, quem o usava, quando foi feito, para que servia).
-> Pelos relatos que li, a atividade proporcionou momentos interessantes que serviram de ponto de partida para o debate de diversos temas.

2- Capa Histórica

A partir do conteúdo que será desenvolvido no bimestre o aluno deve criar uma capa artística para o início do bimestre, através de mosaico, bricolagem, palavras, etc deixando assim um registro próprio do assunto que será desenvolvido no bimestre.
-> Nesta atividade o trabalho interdisciplinar com Arte não está descartado. Incentivar os alunos para essa atividade pode render resultados maravilhosos, trabalhando a pesquisa e a criatividade.

3- Trabalhando com Jornal

Após o estudo sobre o tema proposto, o professor instiga os alunos a debaterem o legado do tema que foi estudado para os dias atuais. Sendo que, os alunos após esse exercício de reflexão e análise devem procurar em jornais atuais matérias que se relacionam ou fazem alusão ao tema estudado.
-> Como resultado os alunos irão trazer suas reportagens e falar sobre a relação que foi feita entre o tema estudado e o fato encontrado nos dias atuais.

Adaptado do site do Colégio Franciscano.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O contexto do 22 de Abril - "Descobrimento do Brasil"

Disponibilizo duas apresentações de power point para auxiliar na abordagem do tema, possibilitando a explanação,  questionamento e reflexão do conteúdo a ser trabalhado.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Índios do Brasil

    Embora o conhecimento escolar sobre os índios seja relativamente valorizado e faça parte dos programas escolares desde as primeiras séries do ensino fundamental, a discussão sobre a população indígena na época do descobrimento é, de modo geral, restrita.

    Dificilmente os índios são estudados como protagonistas de sua história e não como um grupo social antagonista da conquista portuguesa e constituído apenas no momento da colonização.

    Dentro deste contexto, disponibilizo dois vídeos para serem problematizados com os alunos, buscando uma discussão das abordagens feitas sobre o tema e refletindo a respeito da importância dos povos indígenas para a história, sociedade e cultura brasileira.

    O primeiro é um clipe montado sobre a música de Jorge Ben Jor "Curumim chama Cunhatã", que indaga a falta de valorização do indígena e de sua cultura.
   
    O segundo faz parte de uma série "Índios no Brasil" que apresenta quem são e como vivem os indígenas no Brasil atual, tomando como foco a relação deles com os outros brasileiros.






quinta-feira, 14 de abril de 2011

Civilizações Antigas

Objetivo
Compreender o surgimento do Estado como uma necessidade de organização social humana nas antigas sociedades orientais.

Material necessário
Textos sobre o Egito antigo, a Mesopotâmia e a civilização chinesa disponíveis em sites, livros didáticos, revistas e jornais. Mapa-múndi, dicionário, tesoura, cola branca, cartolina e canetinhas.

Proposta

- Inicie avaliando os conhecimentos dos estudantes sobre o conceito de civilização. Com eles, procure no dicionário a definição do termo. Pergunte: onde teriam surgido as primeiras civilizações?

- Em seguida, mostre num mapa-múndi que elas se estabeleceram ao longo de rios, como o Nilo, o Tigre, o Eufrates, o Jordão e o Amarelo. Por que isso teria ocorrido?

- Anote as hipóteses da turma no quadro e distribua textos sobre as civilizações egípcia, mesopotâmica e chinesa. Discuta as ideias principais e peça aos alunos registrarem as ideias no caderno.

- Explique aos estudantes que essas civilizações ainda desconheciam o conceito de Estado.
Leia a adaptação de uma definição elaborada por Friedrich Engels (1820-1895) em A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado:
"O Estado não é, de forma alguma, uma força imposta, do exterior, à sociedade. Não é, tampouco, 'a realidade da Ideia Moral', 'a imagem e a realidade da razão'. É um produto da sociedade numa certa fase de seu desenvolvimento. É a confissão de que essa sociedade se embaraçou numa insolúvel contradição interna, se dividiu em antagonismos inconciliáveis de que não pode desvencilhar-se. Mas, para que essas classes antagônicas, com interesses econômicos contrários, não se devorassem entre si e não devorassem a sociedade numa luta estéril, sentiu-se a necessidade de uma força que se colocasse aparentemente acima da sociedade (...).
Essa força, que sai da sociedade, ficando, porém, por cima dela e dela se afastando cada vez mais, é o Estado". Pergunte aos alunos o que eles entenderam (fica a sugestão para o professor adaptar a linguagem e citar exemplos concretos para auxiliar a construção do conhecimento e entendimento do aluno).

- Solicite a montagem de um mapa-múndi com as primeiras civilizações. Após desenhar numa cartolina o contorno dos territórios, eles podem colar figuras (retiradas de revistas e jornais) que representem os povos desses territórios.
- Peça a elaboração de um jogo de adivinhação. A classe se dividirá em grupos, cada um representando uma das civilizações. O grupo opositor elaborará perguntas que só podem ser respondidas com sim ou não. Ganha o grupo terá que adivinhar de qual civilização se trata.

Avaliação

Analise o desempenho na fase dos questionamentos e das explicações sobre o que aprenderam. Avalie também a clareza da exposição de ideias nos registros do caderno e a adequação do mapa-múndi. Nesse caso, o que vale é a criatividade. Durante o jogo de adivinhação, observe como eles interpretam as dicas.
                                                                                                                                                                 (adaptado do site da Revista Nova Escola)